
O
Núcleo de Pesquisa Científica (Nupec) da Apae
Salvador deu início a uma importante pesquisa que pretende
ajudar no tratamento dos pacientes com anemia falciforme - doença
provocada por alteração genética que resulta
na formação de hemoglobina anormal (hemoglobina
S).
Como
conseqüência, o glóbulo vermelho assume a
forma de foice e será responsável pelo aparecimento
dos sinais e sintomas, a exemplo da anemia, fortes dores generalizadas,
infecções muitas vezes fatais em crianças
de até 5 anos de idade e complicações na
vida adulta, como a insuficiência renal crônica.
O
projeto denominado Incidência de Eventos Clínicos
e Fatores Prognósticos Associados em Pacientes com Doenças
Falciformes Acompanhados no Serviço de Referência
em Triagem Neonatal da Bahia pretende avaliar como os problemas
psicossociais e nutricionais associados aos fatores bioquímicos
e genéticos contribuem para os efeitos e complicações
nos pacientes analisados.
A
pesquisa é coordenada pela médica Silvana Fahel,
doutora em hematologia pediátrica e professora da Universidade
de Brasília (UnB), e tem a participação
de pesquisadores da Apae Salvador e da FioCruz/BA. O projeto
tem a duração de dois anos e conta com financiamento
do CNPq.
Para
realizar a pesquisa, o grupo de trabalho vai analisar os dados
clínicos de cerca de 500 crianças com idade entre
dois e cinco anos, atendidas pelo Serviço de Referência
em Triagem Neonatal (SRTN) da Apae Salvador, portadoras de alguma
das formas de doença falciforme. Além disso, os
pesquisadores aplicarão questionários, farão
exames complementares e avaliações nutricionais
e psicológicas. Após essa fase de coleta de informações
os pesquisadores iniciarão a análise e cruzamento
dos dados. A expectativa é que os resultados sejam conhecidos
em dezembro de 2008.
De
acordo com o assessor científico do Nupec, Ney Boa Sorte,
entre as contribuições que pesquisa trará,
destaca-se o conhecimento da trajetória da anemia falciforme
nessas crianças. “Esse projeto tem uma grande importância
para a Bahia. E dará a Apae Salvador condições
de oferecer um melhor tratamento as crianças triadas
aqui” explica.
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