Na platéia estavam familiares dos aprendizes, professores,
colaboradores, o presidente da Apae Salvador Derval Evangelista,
a superintendente Ilka Carvalho e a gerente do Cefap Tânia
Brandão, que foram conferir de perto o trabalho.
Mesmo
com a agenda apertada devido a gravação do programa
Aprovado, o professor Jorge Portugal fez questão de participar
do evento, e disse que naquele momento a sua condição
era a de aluno. “Na condição de professor
eu hoje estou aqui como um aprendiz, com todas as letras. Quero
absorver as lições que eles irão passar”,
comentou. Portugal falou ainda que conhecia o trabalho das Apaes,
a partir de relatos de amigos, que trabalham em uma unidade
em Jequié, e mostrou-se entusiasmado em participar do
evento. “É sempre bom dar voz e vez as pessoas
com qualidades especiais, como estes jovens, pois dessa forma
a Apae trabalha, preparando um mundo melhor”, afirma Portugal.

Quem
também esteve presente ao evento foi o assessor especial
da Secretaria de Educação do Município,
Normando Batista, que representou o secretário Ney Campello.
Batista salientou que os deficientes precisam de oportunidade
para serem cidadãos e esta ação da Apae
garante-lhes este direito. “A cidadania plena só
poderá acontecer quando essas pessoas tiverem oportunidade
de dizer o que quiserem, e as instituições têm
que oferecer essa oportunidade para eles serem cidadãos
em sua plenitude”, explica.
Uma
das atrações do seminário foi o grupo Arte
em Movimento, formado por mães de alunos e aprendizes.
Elas apresentaram a coreografia Todas as Cores, ensaiada pelo
instrutor de dança Ademilton, ex-aluno da Instituição.
As
palestras
A
timidez inicial não foi motivo para os aprendizes deixarem
de dar o seu recado. Em suas palestras, eles relataram as suas
atividades diárias, como os cursos que já participaram
no Centro de Formação e Acompanhamento Profissional
(Cefap), e as tarefas que cumprem em casa.
A
autodefensora Rosileny Brito dos Santos, aprendiz eleita pelos
colegas para representá-los junto à diretoria
administrativa, fez questão de reafirmar as suas propostas
para ajudar na melhoria da qualidade de vida dos seus colegas
deficientes. “Eu vou trabalhar para que todos tenham direito
à carteira de passe e sejam respeitados”, garantiu.
Para
a coordenadora do seminário Rosália Santos, esta
foi uma oportunidade dos alunos expressarem os seus sentimentos,
já que sempre esta é uma função
que, na maioria das vezes, é desempenhada por outras
pessoas. “Eles estão se preparando para este momento
desde o início do ano. E o que nós queríamos
e conseguimos foi proporcionar este espaço para que eles
pudessem utilizar a oralidade e serem sujeitos de direito”,
conclui.
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