Avaliação na proposta de educação inclusiva
é tema de oficina promovida pelo Ceduc

O Programa de Apoio à Inclusão Escolar, coordenado pela pedagoga Itana Lima, com o objetivo de discutir as estratégias de planejamento e avaliação da aprendizagem que atendam às demandas de uma classe inclusiva, promoveu no dia 14 de novembro, no auditório da Apae Salvador, a III Oficina Pedagógica do Ceduc. O evento contou com palestras e debate entre professores e coordenadores pedagógicos das escolas municipais, estaduais e particulares de Salvador.

Após as boas vindas das coordenadoras do Ceduc Margareth Barbosa e Itana Lima, os participantes tiveram oportunidade de expor as suas inquietações em receber em suas classes pessoas com deficiência.

A professora Ana Beatriz Araújo iniciou o ciclo de palestras falando da disposição da Apae Salvador em contribuir com a sua experiência na capacitação de professores, que recebem em suas classes, pessoas com deficiência intelectual. “Estamos aqui para somar, não vamos pensar na educação inclusiva como um bicho papão”, disse Beatriz, que complementou observando que “a escola especial e a escola comum são dois braços de um mesmo corpo chamado educação”.

Beatriz falou ainda do planejamento e das estratégias inclusivas que possibilitam atingir todos os alunos, bem como dos meios mais favoráveis, que consideram o educando em suas especificidades. “Não damos as mesmas respostas. Somos diferentes. Mas a idéia é que se avalie o que foi aprendido e se todos tiveram o seu crescimento”, afirmou a professora.

A professora Raquel Adriano deu continuidade à oficina com uma dinâmica de grupo, em que os participantes trocaram experiências. Os participantes chegaram à conclusão de que não existe uma receita para avaliar o aluno. “Devemos construir formas de avaliar que pense no crescimento do individuo, na melhoria da sua qualidade de vida, no que ele pode ser amanhã, na sua evolução como ser humano”, diz Raquel.

Para o coordenador pedagógico da Escola Municipal do Retiro, Leandro Gileno, a oficina foi importante por subsidiar o professor com informações que dão apoio as questões pedagógicas trabadas em sala de aula. “Estou gostando muito desse aprendizado. Aqui fazemos exercícios que relacionam a teoria com a prática”, elogia Gileno. Já Elicene Ribeiro, professora da Escola Municipal Filhos de Salomão, comentou sobre a apreensão dos professores em receber em suas classes alunos com deficiência. “As oficinas promovidas pelo programa de Apoio a Inclusão Escolar da Apae nos dão suporte fundamental”, observou.

O evento ainda contou com a palestra da professora Asman Ralin, que trouxe os teóricos da área de pedagogia como Hoffmann, Luckesi, Lino Macedo, Perrenoud, dentre outros para fundamentar e discutir a questão da avaliação. Asman comentou que todos os autores consideram a avaliação como um elemento de extrema importância do processo ensino-aprendizagem, mas todos questionam como a avaliação é utilizada atualmente nas escolas. “A avaliação é algo complexo, que exige a utilização de vários instrumentos simultâneos”. No final da oficina foram realizados relatos com exemplos de conquistas que envolvem alunos e professores na questão da inclusão escolar.

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