O
Centro Educacional Especializado (Ceduc) da Apae Salvador, através
do Programa de Apoio a Inclusão Escolar, promoveu no dia
28 de setembro, no auditório da Instituição,
no bairro da Pituba, um workshop sobre inclusão escolar,
com o tema A inclusão possível: validando práticas
escolares. Participaram do evento, docentes do Ceduc, do Centro
de Formação e Acompanhamento Profissional (Cefap)
e convidados das escolas regulares, parceiras da Apae no Programa
de Apoio a Inclusão Escolar.
O
evento foi aberto pelo grupo de artes composto por alunos da Apae
Salvador e de escolas regulares, coordenado pela professora de
artes visuais do Ceduc Teodora Coelho. A coordenadora do Programa
de Apoio a Inclusão Escolar da Instituição,
Itana Lima, juntamente com toda a equipe de professoras da Apae
Salvador e colaboradoras do programa, falaram sobre o planejamento
e a execução das oficinas pedagógicas, seminários,
palestras em escolas, faculdades, organização de
visitações às escolas e o suporte a professores
no processo de inclusão escolar.
A
professora Asman Ralin, que faz parte da equipe, observou que
a escola especial deve promover o intercâmbio entre escola
especial e escola regular. Asman aproveitou a oportunidade para
convidar as professoras presentes a agendar uma visita ao Ceduc,
para que elas possam tirar suas dúvidas a respeito do tema
e que a Instituição possa auxiliar tecnicamente
o docente que recebe nas escolas regulares alunos com deficiência
mental.
Estavam
presentes no evento a superintendente da Apae Salvador Ilka Carvalho,
coordenadoras e professores do Ceduc, bem como coordenadoras e
professoras de escolas regulares, dentre outros convidados. A
professora da Escola Municipal Manoel Faustino, do bairro de Itacaranha,
Mônica Fernandes, comentou sobre a importância do
evento. Segundo ela, eventos desta natureza estimulam o professor
a se manter aberto ao processo de inclusão. “Esses
eventos permitem a troca de experiência e a ampliação
do conhecimento dos professores”, comenta.
As
consultoras de inclusão escolar e professoras da Escola
Lua Nova Milene Régis e Andaía Mello falaram da
experiência de receber alunos com deficiência na escola
regular, durante sua palestra realizada ainda no período
da manhã. Segundo Milene a escola Lua Nova é uma
precursora neste trabalho e sempre apostou no acolhimento aos
diferentes, em receber no seu corpo discente, crianças
com deficiências. “A inclusão é um fato,
uma realidade que vem acontecendo em muitas escolas”, observa
Milene, que alerta que o processo de inclusão envolve um
alto nível de complexidade e muitos elementos que não
podem deixar de ser observados. “Devemos pensar em formas
de incluir e não criar uma exclusão”, finalizou
Milene.
O
evento foi marcado por muitos depoimentos emocionados. As professoras
da Apae Salvador falaram orgulhosas dos seus alunos. Reginária
Araújo, da aluna Larissa Rejane Andrade e Carla Chagas,
do aluno Douglas Pedra, que vêm apresentando muitos progressos
e obtendo várias conquistas. Joselita dos Santos, mãe
do aluno Natan dos Santos, comentou da importância do filho
estudar na Apae e do seu desenvolvimento depois que entrou na
Instituição. “Ele teve e continua tendo um
ótimo aproveitamento”, afirmou. Natan atualmente
estuda no Colégio Álvaro Vasconcelos da Rocha e
recebe acompanhamento da Apae Salvador em turno oposto.
No
relato das professoras da Escola Municipal Cid Passos Luciana
Argolo e Gilmária Nascimento, elas propuseram a arte-educação
como motor de desenvolvimento do aluno especial. Já Cátia
Melo Tavares, da Escola Pedacinho do Céu apontou os resultados
alcançados com o uso das estratégias de parceria,
que permitem a inclusão do aluno na classe comum. A professora
Rose Mary da Escola Atualize trouxe exemplos práticos e
ilustrados de ações que aprendeu nas oficinas da
Apae e que está sendo aplicada com os alunos especiais
em sala de aula.
Durante
a tarde, um dos destaques foi a palestra com a professora da Universidade
do Estado da Bahia (Uneb) de Euclides da Cunha e consultora em
Educação Inclusiva e Educação Especial
Evanísia Alves, que trouxe exemplos de situações
reais de inclusão de crianças com deficiência
na escola comum. Itana Lima encerrou o evento com uma frase emblemática
sobre as questões que envolvem a inclusão escolar.
“A história continua. Há muitos caminhos a
percorrer, mas se nos mantivermos unidos, a inclusão vai
acontecer”, afirmou.
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